quarta-feira, 13 de maio de 2015

Reflexões e percepções sobre o estágio:Os recursos tecnológicos na escola e sua utilização






Relatório de Estágio Curricular , apresentado à disciplina Educação e Tecnologia, Mídia e Educação II, Núcleo Formativo VII C.

Aluna: Barbara C. da S. A. de Oliveira

Professora: Luciana Zenha Cordeiro




O presente relatório de estágio tem como finalidade apontar quais os recursos tecnológicos existentes na escola, de modo a refletir como é a prática do professor frente à utilização desses recursos. O estágio supervisionado é a oportunidade em que os futuros profissionais da educação têm para entrar em contato com a realidade escolar em que irá atuar, podendo vivenciar na prática as diversas situações de uma escola, com o objetivo de conhecer de perto o contexto social que o cerca. O estágio foi realizado em uma instituição privada, que por sua vez terá seu nome mantido em sigilo por questões éticas.

Diante da presente análise, verificamos que a escola possui recursos tecnológicos, e está classificada nesta categoria, pois a instituição faz uso dos mesmos de maneira reflexiva e contínua. Observamos que todas as salas do Ensino Fundamental possuem: data show e computadores, porém quem os utiliza é somente os professores. Na educação infantil identificamos somente a presença da televisão e do DVD.  Ainda localizamos a existência de laboratórios de informática, contudo, nos dias em que realizamos o estágio, o mesmo não foi utilizado.

Apesar disso, destacamos a relevância da tecnologia no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social têm aumentado de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças frente a essa nova realidade. Diante disso, é importante que o professor possa refletir sobre essa nova realidade, de modo a repensar a sua prática e construir novas formas de ação que permitam não só lidar com essa nova realidade como também construí-la. Para que isso ocorra, o professor deve utilizar todos os recursos tecnológicos disponíveis na escola.

A partir do que analisamos algumas considerações podem ser feitas: Apesar da escola possuir os recursos tecnológicos disponíveis e dos mesmos serem adequados, os professores não os utilizam com frequência. Além disso, notamos que os alunos em momento algum tiveram acesso aos mesmos, impossibilitando assim a interação dos sujeitos com as diversas tecnologias.

Sendo assim, compreendemos que os recursos tecnológicos devem ser utilizados como ferramenta de aprendizagem para auxiliar o professor no seu fazer pedagógico, além desses recursos tornarem as aulas mais interessantes e adaptáveis à nova realidade do ensino para que os alunos interajam e aprendam possibilitando também a inserção desses alunos nessa nova realidade.


terça-feira, 12 de maio de 2015

Notícia e comentário sobre trabalho




GRUPO: Amanda Cristina, Barbara Oliveira, Érica Oliveira, Joyce Santos.

TURMA: NF VIIC

DISCIPLINA: Organização Social e Técnica do Trabalho Capitalista - OSTTC

PROFESSORA: Nágela Brandão








Quinta-feira, 19 de março de 2015


01/03 às 09h21 - Atualizada em 01/03 às 09h22


Mercado de trabalho pode sofrer grandes perdas em 2015






Comentário da Notícia:


A notícia selecionada acima aborda a questão do elevado índice de desemprego no Brasil como resultado do baixo crescimento econômico deste ano. De modo que a questão do emprego é, hoje, a principal preocupação do movimento sindical e, principalmente, da família, a que mais sofre com a falta de trabalho e queda da renda, agravando todos os problemas sociais. Sendo assim, a reforma sindical e trabalhista tem que ter como prioridade a procura de caminhos para impor aos governantes a execução de programas de desenvolvimento que resultem em geração de empregos. No entanto, a notícia aponta justamente o contrário e demonstra que as medidas adotadas pelo Governo Federal no inicio deste ano, deverão gerar consequências negativas no mercado de trabalho, pois para os especialistas entrevistados tais medidas foram apenas cortes e não medidas de expansão e crescimento.


Para compreendermos com mais clareza o que esta notícia representa para nós hoje, faz-se necessário dialogar com Albornoz (2002), que em seu livro “O que é trabalho” apresenta-nos uma visão geral, simples e acessível a respeito do trabalho. A autora traz uma reflexão sobre os efeitos do trabalho nas sociedades industriais, e nos conduz a percebemos as diferenças entre o trabalho, o labor e a própria ideia de possuir um emprego. Um dado para pensarmos que dentro dos espaços de trabalho essas palavras acabaram se tornando sinônimos. O trabalho é uma atividade social, necessária ao progresso material e moral da humanidade. O trabalho é tão antigo quanto à humanidade. Pode-se imaginar que, a partir do momento em que o homem tenha tomado consciência de sua individualidade, tenha também tomado consciência do trabalho como atividade indispensável para sua sobrevivência e seu progresso. O trabalho é uma atividade inerente à condição humana e sempre existiu, independentemente do modo de produção vigente.



O emprego, por sua vez, é uma consequência específica do capitalismo. Ele é o elo de ligação formal entre o trabalhador e o modo de  produção capitalista e não com uma organização especifica, porque o trabalhador é livre para escolher a organização por intermédio da qual sua ligação se efetivará. Nesse sentido, a autora afirma que;



“O capitalismo monopolista da segunda metade do século vinte invadiu as regiões aparentemente marginais do Terceiro Mundo. O colonialismo cedeu lugar a um imperialismo econômico indisfarçável. Vivemos a época das organizações multinacionais. Cada vez mais grandes massas de contemporâneo passam a depender de organizações e grandes empresas para  o seu trabalho. Cada vez mais deixamos o trabalho autônomo por um emprego na organização, ou mesmo pelo desemprego ante a organização”. (ALBORNOZ, 2002, p. 25-26)





 Estamos em um momento da história do trabalho onde dependemos das grandes empresas e organizações para nosso trabalho, cada vez mais deixamos para trás o trabalho autônomo. Com o trabalho Industrial as massas vieram para a cidade, onde há a promessa de um trabalho menos arriscado e dependente da natureza. Hoje a técnica não mais importa, o homem é alienado a maquina, cada pessoa faz um minúsculo trabalho com o mínimo de intervenção criativa, ele só tem que ser subordinado. Assim se separa o trabalho do lazer, do prazer e da cultura, devendo estas serem buscadas fora do expediente. Dessa forma, a autora constata que uma das principais características do trabalho atualmente é a sua subordinação ao capital, sendo usado como instrumento de subordinação política. Ao discorrer ainda sobre o que seria emprego, Albornoz citando Singer mostra que,



“Hoje, na prática, emprego não se entende, em primeiro lugar, como uma atividade peculiar, no sentido técnico de trabalho ou produção, mas sim como recurso de acesso, mesmo que parcial e defeituoso, a uma parte da renda, e consequentemente, ao consumo. As pessoas trabalham antes para poder consumir do que propriamente para produzir alguma coisa.” (ALBORNOZ apud SINGER, 2002, p.81)




Sendo assim, podemos perceber que o alto índice de desemprego gera consequências negativas, pois proporciona a queda da renda e automaticamente aumenta ainda mais os problemas sociais. Albornoz (2002, p.82) traz em outro momento do livro uma reflexão acerca do desemprego e alega que “ante o problema do desemprego, a sociedade reage de modo variado, conforme o diagnóstico que se faz das causas do desemprego”. Ou seja, estar desempregado de acordo com a autora precede vários fatores, como o individuo não desejar trabalhar, por isso fica desempregado, ou quando se percebe que os desempregados são invonlutários, pois estão sem emprego simplesmente porque quem poderia dar emprego não o fazem. Ou ainda, devido ao próprio modo de produção capitalista. Além disso, a autora discorre sobre a importância de se tentar dar assistência aos desempregados, através do seguro desempregado, que na época nem existia, pois o mesmo é uma compensação e uma garantia conquistada pelos trabalhadores, uma realidade hoje para nós brasileiros, porém, que vem sendo analisada por outro ângulo, conforme a notícia acima nos mostra. Entretanto, Albornoz (2002) salienta que instituir o seguro desemprego não resolveria todos os problemas, apenas permitiria que independente dos “azares da economia de mercado que ameaçam a todo instante as pessoas de ficarem provisória ou permanentemente à margem do sistema de trabalho, não poderíamos considerar menos que um direito, e mínimo, este de uma renda emergencial”. 

Portanto, fica bastante claro, a relevância que hoje se faz perante os direitos conquistados pelos trabalhadores e que ao fazer cortes nesses direitos, o que está acontecendo é justamente, um retrocesso e, além disso, premiar as pessoas com o desemprego pelo simples fato do baixo crescimento econômico é no mínimo preocupante, pois como vimos estamos colhendo os frutos do modelo econômico vigente que ainda procura somente os seus próprios interesses.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:



ALBORNOZ, Suzana. O que é trabalho. São Paulo: Brasiliense, 2002. - (Coleção primeiros passos; 171.)